Diretora é agredida no rosto por mãe de aluno dentro de escola no litoral de SP
11/05/2026
(Foto: Reprodução) Imagem ilustrativa de violência
Marcos Santos/USP Imagens
A diretora de uma escola municipal de Mongaguá, no litoral de São Paulo, foi agredida pela mãe de um aluno após um desentendimento dentro da unidade. Em nota, a Secretaria Municipal de Educação repudiou a atitude e lamentou o ocorrido.
A agressão ocorreu dentro da Escola Municipal de Educação Fundamental (EMEF) Minol Ivata, na última sexta-feira (8). Conforme apurado pelo g1, a diretora foi agredida com um tapa no rosto após entrar em contato com a responsável do menino para que o buscasse na unidade.
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O desentendimento começou quando a mãe questionou por que a criança foi levada de volta à escola após o transporte no ônibus escolar. No ponto de desembarque não havia nenhum responsável para recebê-la, e por isso a equipe decidiu retornar com a criança à unidade.
A diretora explicou que a conduta seguiu as normas da Secretaria de Educação, que não permite a liberação dos menores de 12 anos desacompanhados. No entanto, a responsável afirmou que o menino poderia ser liberado. Em seguida, ela agrediu a gestora da escola.
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Em nota, os professores da unidade repudiaram a agressão e destacaram que nenhum ato de violência pode ser tolerado dentro do ambiente em nenhum espaço, especialmente no âmbito escolar.
"A agressão contra nossa diretora não é apenas um ataque a uma profissional dedicada, mas a toda a comunidade escolar. Nenhuma divergência justifica a violência [...] Não aceitaremos que atitudes agressivas e covardes se tornem normais no espaço escolar”, diz.
A Secretaria Municipal de Educação também se solidarizou com o ocorrido e disse que a diretora foi agredida no exercício de sua função e no cumprimento do dever legal de proteção à criança.
“Nenhuma forma de agressão ou intimidação contra servidores públicos e profissionais da educação pode ser naturalizada ou aceita, sobretudo em espaço que deve ser pautado pelo respeito, diálogo e cuidado coletivo”, destaca.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) disse que não localizou nenhum registro da ocorrência.
O que diz a prefeitura de Mongaguá?
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que a gestão dos profissionais da unidade de ensino "ocorreu em estrito cumprimento da legislação vigente e das normativas municipais" para garantir a proteção integral da criança e a segurança no transporte escolar.
"As orientações prestadas pela Unidade Escolar estão fundamentadas no Estatuto da Criança e do Adolescente — ECA (Lei nº 8.069/1990) especialmente em seu artigo 4º, que estabelece ser dever da família, da sociedade e do poder público"
"Ainda conforme o artigo 5º da referida legislação, nenhuma criança ou adolescente será objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão";
"O artigo 2º do ECA considera criança a pessoa até 12 anos de idade incompletos, reforçando a necessidade de acompanhamento e proteção adequada em situações que envolvam deslocamento e segurança";
"O Decreto Municipal nº 7.679/2023, em seu artigo 10, dispõe que cabe aos pais ou responsáveis acompanhar os usuários do transporte escolar até os locais de embarque e desembarque apontados pelo Poder Público.
Por fim, a secretaria lamentou o ocorrido e informou ter prestado apoio à equipe gestora da unidade, acolhendo diretora, vice-diretora e professores envolvidos. O órgão ressaltou que oferece suporte para preservar a integridade emocional dos profissionais e assegurar a continuidade do atendimento escolar de forma segura e organizada.
"Nenhuma forma de agressão ou intimidação contra servidores públicos e profissionais da educação pode ser naturalizada ou aceita, sobretudo em um espaço que deve ser pautado pelo respeito, diálogo e cuidado coletivo", diz a nota.
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